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  Convenção das Igrejas Batistas Independentes



Convenção das Igrejas Batistas Independentes


ANTECEDENTES


De 1912, inicio do trabalho Batista Independente no Brasil, até 1952, época da organização oficial da CIBI, a ação missionária em torno da evangelização estava restrita quase que exclusivamente ao Estado do Rio Grande do Sul que contava com umas vinte igrejas organizadas e algumas congregações. Em 1919 e fundada a Convenção Evangélica Batista Sul-Rio Grandense. A finalidade dessa Convenção era de promover em harmonia com a Sociedade Missionária de Örebro, Suécia, os interesses gerais do trabalho evangélico no Rio Grande do Sul, ligar as igrejas Batistas a um trabalho ativo, estimular a prosperidade das igrejas em particular, orientar quanto à fé e a doutrina Batista, dar aconselhamento e orientar quanto à boa comunhão de uma igreja para com a outra.

Apesar de essa Convenção haver existido de fato, não houve uma existência em termos de direito; seus estatutos se prestaram mais às orientações internas. As reuniões eram realizadas anualmente, porém não em caráter deliberativo; seu cunho era eminentemente espiritual-educativo. A tônica desses conclaves constituía-se em estudos bíblicos, cultos de avivamentos e palestras em torno da evangelização. Uma vez que a liderança da Convenção Sul-Rio-Grandense estava maciçamente em mãos dos missionários suecos, justificava-se, assim, o grande interesse por estudos bíblicos. Eles consideravam que a realização de Escolas Bíblicas para os obreiros nacionais era um fator significativo à consolidação do trabalho das igrejas surgidas na fase pioneira.

Com o passar do tempo e o desenrolar das atividades evangelísticas, começa a tomar vulto no meio dos obreiros, o sentimento pela ampliação do trabalho. Os missionários sentem haver chegado o momento de confiar maiores atribuições aos obreiros nacionais. Assim sendo, em 1938, quando da realização do Encontro anual das Igrejas em ljuí-RS, dois pastores natos ocupam pela primeira vez a presidência e a secretaria da Convenção: Astrogildo Marques Pacheco e Francisco da Silva, respectivamente. Nesse ano algumas tentativas são tomadas, visando dar uma maior amplitude á organização não só em termos jurídicos, mas especialmente na reestruturação de seus fins, possibilitando, dessa maneira, maior rendimento e cooperação no trabalho. Infelizmente esses ideais não chegam a se concretizar, e no ano seguinte a liderança volta às mãos dos missionários, os quais, pela graça de Deus, conseguem manter a unidade denominacional.

Disseminar a semente do Evangelho além das fronteiras do Rio Grande do Sul era o desejo dos obreiros nacionais e também dos missionários que viam nas palavras de Jesus: “...sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, Samaria e até aos confins da terra”, a razão áurea de sua missão. Para que esse alvo realmente pudesse ser alcançado, uma coisa necessariamente precisava ser feita: criar um organismo que conjugasse esforços em prol do objetivo.

A despeito de algumas tentativas serem malogradas, os ânimos não se arrefeceram. O ano de 1951 assinala grandes marcos na história denominacional.

Alguns pastores, entre eles Pedro Falcão, Noé Valêncio da Silva e Astrogildo Marques Pacheco, este último de saudosa memória, começam a estimular através de correspondências tanto os pastores como as igrejas, à necessidade de se criar uma Convenção ativa. O momento era chegado e as circunstâncias exigiam uma tomada de posição. Foram correspondidos pelos demais colegas que, aquiescendo a seus argumentos, planejam um novo passo rumo à consolidação desse nobre ideal.

Como todas as coisas criadas por Deus obedecem uma ordem natural e o desenrolar dos acontecimentos seguem um plano preestabelecido, assim também cremos que as grandes realizações no campo da igreja não são produtos da casualidade e sim que “para tudo há um tempo determinado”. A terra que até o momento estava árida para a concepção de uma organização de caráter mais amplo, agora transformava-se em terreno fértil. A semente, isto é, o embrião da Convenção Batista Independente iria nascer, crescer e produzir, e isto realmente aconteceu. Não podemos subestimar os fatores que contribuíram para esse crescimento. Primeiro: a visão missionária - tanto os pastores como as igrejas vinham alimentando a idéia de expansão do trabalho e, quando isso acontece, as barreiras são desfeitas. Segundo: as igrejas eram mantidas pela Sociedade Missionária de Örebro, que vinha fazendo algumas restrições financeiras à Sociedade Missionária Sul-Rio-Grandense; se o envio de verbas por parte de Örebro fosse cortado, as igrejas entrariam em um colapso total. Terceiro: Deus estava aprovando o trabalho que todos os seus servos vinham realizando em torno desse objetivo de tal forma, que a mensagem dos pastores em favor da organização da Convenção é aceita unanimemente pela Denominação.



ORGANIZAÇÃO DA CONVENÇÃO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS

BATISTAS INDEPENDENTES DO BRASIL


O ano de 1952 assinala a passagem do 40o.aniversário do trabalho missionário no Brasil. A reunião anual das Igrejas do Rio Grande do Sul realiza-se em ljuí, e essa cidade, por feliz coincidência, também comemora nessa mesma data os seus 40 anos de emancipação. Instalados os trabalhos, o presidente da mesa, eleito para dirigir a reunião, pastor Pedro Falcão, saúda os delegados nestes termos: “Estamos congregados mais uma vez na presença do Senhor porque o Deus a quem servimos é um Deus riquíssimo e requer de nós que tenhamos mais fé. A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros... Vamos, portanto, conjugar as nossas forças nesta tarefa gloriosa que é de Deus e Ele fará a sua parte...”

Entre as muitas coisas boas que aconteceram nessa Assembléia, o peso maior está exatamente na votação que o plenário fez em favor da organização da Convenção das Igrejas Evangélicas Batistas Independentes do Brasil. Na mesma cidade, catorze anos depois, a denominação passa a ser Convenção das Igrejas Batistas Independentes, por resolução plenária, em 1966.

Quando da organização, o missionário fundador do trabalho no Brasil, Erik Jansson, fazia parte da primeira diretoria, tendo na presidência o pastor Pedro Falcão.

Até então nosso campo limitava-se aos termos do Rio Grande do Sul, com exceção das igrejas pioneiras do Estado de São Paulo: Filadélfia de Água Rasa, desde 1949, Sorocaba, em 1951 e Jundiaí, cujo inicio se esboçava, tudo pela ação abençoada e corajosa dos missionários Alfredo Winderlich, John Waldemar Sjoberg e Olavo Berg. Jundiaí desde o inicio pôde contar com a cooperação da missionária Ester Danielsson.







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