William Carey
|
(c) Vania
DaSilva Introdução Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro. Apesar de nascer em um lar
anglicano, sua primeira identificação com a fé
genuína, foi através de seu companheiro de trabalho,
John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal. Em 1779, aos 18
anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a
igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja
batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se
de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego,
hebraico, italiano, francês e holandês, além de
diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo
era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo
o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma
humanidade sem um Salvador. Na sua pequena oficina pendurou um mapa mundial feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos indígenas, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida. A denominação que Carey pertencia achava-se em grande decadência espiritual. Quando quis introduzir o assunto de missões numa sessão de ministros, foi repreendido pelo veneravél presidente John Ryland, que lhe disse: "Jovem assente-se. Quando Deus resolver converter os pagãos, fa-lo-á sem a sua e a minha ajuda." Mas Carey continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: "Esperai grandes coisas de Deus; praticai proezas para Deus." Sua Chamada O resultado foi que um grupo de doze
pastores batistas, reunidos na casa da Ir. Wallis, formaram a
Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de Outubro de 1792.
Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através
do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico
que trabalhou por vários anos em Bengali, na Índia,
William Carey recebeu confirmação de sua chamada no
dia 10 de Janeiro de 1793. Ao regressar à Londres, a
sociedade missionária conseguiu granjear dinheiro e comprar
as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey
rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persestia
na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu
possuisse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio
de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever
sobrepuja todas as outras considerações. Não
posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha
alma." Deus comoveu o coração
do comandante do navio que permitiu a toda família viajar
sem pagar as passagens. Finalmente, no dia 13 de Junho de 1793, a
bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey deixou a
Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com
sua família, onde, em condições dificílimas
e de oposição, trabalhou durante 41 anos. Durante
sua viagem, aprendeu suficiente o Bengali, e ao desembarcar, já
comunicava com o povo. Dois missionários se juntaram
à William Carey em 1799, William Ward e Joshua Marshman.
Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos,
traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram
gramáticas e dicionários, organizaram a primeira
missão médica na Índia, seminários,
escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além
disso, William Carey foi responsável pela erradicação
do costume "suttee", o qual queimava a viúva
juntamente com o corpo do difunto numa fogueira; vários
experimentos agriculturais; fundação da Sociedade de
Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; primeira
imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia;
e a tradução da Bíblia em Sânscrito,
Bengali, Marati, Telegu e nos idiomas dos Siques. Em 1800, William
Carey fez o batismo do primeiro hindu convertido ao
Evangelho. Na manhã de 9 de Junho de 1834, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. Grande foi a contribuição de William Carey para o Reino de Deus, e grande será o seu galardão. |
|
|