IGNÊS ALVINA DA FONSECA
Me converti a fé cristã no ano de 1952. meu marido, meus filhos e eu morávamos no interior. decidimos fixar moradia na cidade. aqui chegando moramos na cidade alta, no ano de 1951. nós tínhamos 3 casais de filhos: 3 meninas e 3 meninos. várias vezes em conversa com meu marido (hoje falecido), manifestava meu desejo de ter saúde para criar meus casais de filhos. mas uma de minhas filhas veio a falecer com 2 anos de idade mais ou menos, por erro médico. eu não conhecia a Deus e éramos católicos praticantes. bem, quando minha filha faleceu eu perdi completamente a noção de muitas coisas. não me importava mais com os outros filhos; não me alimentava, pois só pensava na minha filha, no lugar que sentava na hora das refeições e de como ela comia. não me alimentando, acabei por enfraquecer mentalmente. levaram-me para o hospital são pedro, mas não fiquei internada. ia lá apenas para tratamento de choque e ficava na casa de meus pais. parentes e amigos, preocupados, levaram-me a um centro espírita, mas Deus, que já tinha um plano com minha vida, não me deixou ficar lá. detestei aquele lugar e só queria sair de lá para nunca mais voltar. quando cheguei lá vi um ser estranho. tentava mostrar para os outros, mas ninguém via nada, só eu.saí de lá horrorizada com tudo que vi. depois de alguns dias, o médico me deu alta e voltei para casa. um certo dia, uma senhora já de idade apareceu em minha residência, pedindo uma vassoura para varrer a igreja que estava começando como congregação de santa cruz do sul. ia haver um culto e ela gentilmente me convidou para assistir. conversei com meu esposo e resolvemos aceitar ao convite. chegando lá o pastor, aniceto vera, começou a pregar a palavra de Deus e parecia conhecer minha vida. o espírito de Deus falou comigo, fui à frente e aceitei jesus como meu salvador. meu esposo fez o mesmo. e nunca mais saímos da igreja. fiquei completamente curada, para honra e glória do senhor jesus. fui, verdadeiramente, restaurada interiormente. o senhor me libertou daquele mau. tive que passar por uma cirurgia de ovários, que já estava marcada, e o médico disse que nunca mais eu poderia ter filhos. fiquei triste, pois queria criar 3 casais de filhos. queria tentar uma menina. mas Deus, que é maravilhoso, me deu mais uma filha. engravidei e ganhei a tão sonhada menina. Deus, com isso confortou meu coração. no mesmo ano, enfrentamos uma dificuldade tremenda. estávamos passando por uma pobreza material e meus filhos adoeceram. era época de natal e eles me perguntavam o que iriam ganhar. eu não sabia o que responder. naqueles dias chegou uma missionária batendo à minha porta e perguntando onde ficava a igreja. eu disse e ela se retirou. meus filhos continuaram a perguntar o que iriam ganhar e eu disse que nada, pois não tínhamos condições. um dos meus filhos mais velhos lembrou de um testemunho contado pelo pastor , onde uma menina que não tinha pão para comer, pediu ao pai do céu. foi na rua, olhou para o céu e pediu o pão. de repente seu pai chegou com um enorme pão. meu filho perguntou-me se não poderíamos fazer o mesmo. fiquei parada olhando-o por um momento. depois disse que se tivessem fé poderíamos fazer o mesmo sim e, com certeza, Deus nos ouviria. fizemos uma oração. após duas semanas a irmã missionária veio novamente e foi à minha casa. claro que ela percebeu a necessidade, mas não falou nada. saiu dali e foi para a casa do irmão joão ireno, que havia cedido sua casa para a realização dos cultos. deixei meus 2 filhos mais velhos cuidando dos menores, pois não estavam bem bons ainda, e fui para a igreja. no final do culto essa irmã missionária me chamou e colocou um dinheiro em minha mão. não precisa dizer o tamanho de minha alegria! com aquele dinheiro fiz tanto doce, tanta cuca que deu para repartir com os vizinhos. na mesma semana, as irmãs de santa cruz vieram para o culto e me trouxeram 15 metros de tecido para fazer roupas para meus filhos. foi o ano que tive mais fartura em minha casa. agradeci a Deus e fiz um voto que todos os anos iria dar presentes para as crianças na igreja. tenho hoje 83 anos e ainda faço isso, pois o senhor nunca mais deixou faltar nada para minha família. Deus é fiel e tem cuidado de nós. aleleuia!
A
irmã Inês, uma coluna em nossa igreja, serve ao Senhor
como diaconisa.
Venâncio Aires, 20 de Fevereiro de
2003
Testemunho tomado por Claudete Fátima de Mello Santos
(1.secretária)
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